Tecnicamente é sabido que o problema de fantasma
químico é extremamente complexo, pois são diversas as variáveis que
afetam nesta situação. Mais grave é a dificuldade encontrada por
todos os profissionais gráficos em prever tal situação devido
exatamente à esta complexidade.
O Fantasma Químico é um fenômeno ainda pouco
entendido e extremamente imprevisível, o mesmo ocorre durante a fase
crítica de secagem das tintas offset (que secam por
oxidopolimerização), que neste processo formam gases que se não
forem devidamente arejados, se prendem no outro lado do papel, que
por sua vez apresenta diferenças de brilho na impressão da frente,
principalmente em impressões chapadas em trabalhos de alta qualidade
e papéis revestidos, principalmente em cores metálicas.
Vários fatores, que podem estar combinados ou sós,
favorecem a ocorrência do fenômeno, entre eles pode-se ressaltar:
Altura da pilha de papel na saída, uso de aditivos à tinta (ex.:
secante, diluente, pasta), quantidade de tinta (filme aplicado),
força das tintas, tipo de tinta, seqüência de impressão, alimentação
de água, dosagem da solução de fonte, dosagem de álcool, qualidade
da solução e álcool, pH da solução e/ou papel, absorção do papel,
lisura do papel, conteúdo de umidade do papel, temperatura ambiente
e umidade relativa , temperatura da pilha de papel na saída e etc.
Temos então que executar o máximo de controles
possíveis em um processo gráfico, afim de eliminar possíveis
situações que venham ocorrer após impressão, causando prejuízo e
desgaste com o cliente final.
Artigo
de Fernando Giatti