Perspectivas e oportunidades na área gráfica

 

Thomaz Caspary
Diretor da Printconsult

2007-04-11

 

O mercado gráfico neste ano de 2007 está muito longe de poder ser chamado de estável, visto que, muitas empresas vêm enfrentando dificuldades no cumprimento das metas pré-estabelecidas. Isto no caso das empresas que se dispuseram no ano anterior, a estabelecer metas, caminhos e fazer algum tipo de planejamento para este ano. O mercado está muito competitivo, os profissionais de vendas desmotivados e o empresário desanimado, perguntando-se a cada momento, “qual é o caminho?” Podemos ter certeza, de que os próximos três anos, serão de extrema mudança e aqueles empresários, que não acompanharem estas mudanças, estarão fatalmente fadados a estagnar ou a sucumbir. A tecnologia gráfica muda a cada instante, com as comunicações cada vez mais velozes. A filosofia de vida do cidadão, também segue o rumo das mudanças e, não podemos ficar parados, esperando para ver o que vai acontecer.


 

Não podemos mais, nos basear em estatísticas do passado, sendo que precisamos estar atentos às tendências do mercado, das tecnologias gráficas, principalmente na área digital e da mídia eletrônica, da qual naturalmente fazemos parte. Um dos grandes desafios deste momento é o de atrair e manter clientes e, para isso, temos que fazer grandes mudanças na estrutura das nossas empresas. A rede interna de comunicações e informação se torna tão ou mais importante, do que as comunicações externas. Se não pudermos atender o mercado, da forma como ele busca as soluções, por não estarmos preparados internamente, tanto do ponto de vista tecnológico, como de procedimentos para atender o cliente, de nada valerá um superprofissional de vendas. O consumidor, nosso cliente, já está tendo, através da informatização e dos novos conceitos de pré-impressão a distância, um controle nunca antes visto, que deverá provocar, questões de interatividade com a nossa empresa, para a qual devemos estar plenamente preparados.

 

Para onde vai a “viagem” do futuro e, quais as estratégias que devemos adotar? Globalização? Especialização em determinados mercados? Qual é a influência da geração “Internet”, no desenvolvimento do mercado e, com isso nas nossas atividades? Quais as novas regras do jogo de nosso “mundinho” gráfico, no tocante a fidelização de clientes, velocidades de produção, diferenciação de produtos gráficos, interação com a mídia eletrônica? O ser humano está no centro das nossas atenções. O que devemos fazer para conquistá-lo como cliente, funcionário ou parceiro comercial? Precisamos fazer um planejamento estratégico, visando abranger os seguintes assuntos de vital importância para a sobrevivência de nossas gráficas:

 

• Management por parte dos donos da empresa
Partindo do principal executivo da empresa, deverão ser adotadas as Boas Práticas em todos os setores da gráfica, tanto comercial, como administrativa, tecnológica e da produção.

 

• Administração reforçada dos recursos humanos
Nossos recursos humanos deverão ser treinados para exercer sem erros o plano de trabalho exigido pelo PCP. Vejam por exemplo, a eficácia recentemente atingida na Alemanha, em uma máquina Offset Roland 700 Direct-Drive, com vários acessórios, inclusive, o sistema Quick-Change onde, em 24 horas uma máquina rodou 1000 folhetos com 2.800 páginas representando 103 acertos, ou seja, a troca de 412 chapas offset. Um Record mundial.

 

Marketing e Vendas com ênfase aos mercados a atingir
Acabou-se a era do “imprimimos qualquer negócio”. Temos que procurar os nichos de mercado adequados ao nosso equipamento, ou inverter a situação, adequando nossos equipamentos às exigências do mercado.

 

• Desenvolvimento tecnológico
Estar de olhos e ouvidos abertos, para as novidades tecnológicas que surgem, analisando tecnologia, mão de obra, custos e retorno do investimento. Sabemos que hoje o CTP, não é mais moda e que em breve, não estaremos mais usando produtos químicos para revelar chapa, só água. Vejam por exemplo o sistema Vektor TX52 da Presstek, além de outras que vem por aí, como da Agfa, Fujifilm e Cityplate (USA) entre outras.

 

• Administração de custos, pré e pós-cálculo além das finanças.
Hoje em dia facilmente controlável através de sistemas de gestão brasileiros como os da Calcgraf, Metrics, Ecalc e muitos outros.

 

• Alianças com Clientes, Fornecedores e “Cooperados”.
 

• Busca de ajuda externa para “costurar” nossos problemas.
Quando falamos em Management, referimo-nos à necessidade dos donos de gráfica saírem um pouco de suas “tocas”, para visitarem empresas, feiras, seminários, cursos e outros eventos, além de assinarem revistas do setor, nacionais e internacionais que abrirão a mente para que estes se tornem verdadeiros empreendedores. É claro que sabemos, que mudanças são uma coisa difícil e que, abandonar tudo aquilo que trouxe sucesso no passado e abraçar um novo mundo, vai contra a mentalidade de uma grande parte de nossos empresários gráficos.

 

No tocante às perspectivas e oportunidades, que teremos nos próximos três anos, eles dependem exclusivamente da vontade do empresário em mudar e ser criativo dois itens, que devem permanecer como sendo o foco central. A capacidade de tornar os anos 2007 a 2010, Risco ou Oportunidade, será atribuída exclusivamente ao dirigente gráfico. Caso o empresário não se sentir capaz para gerir estas mudanças, deve procurar ajuda externa, pois seu empreendimento está em jogo. Quero acreditar que ainda 2007, será um ano de muita prosperidade, para o empresário que aproveitar corretamente as oportunidades que a toda hora se lhe apresentam.


Thomaz Caspary é consultor de empresas e diretor da Printconsult Ltda. (11) 3167-6939. www.printconsult.com.br

 

 

 

 

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