O mercado gráfico neste ano de 2007 está muito
longe de poder ser chamado de estável, visto
que, muitas empresas vêm enfrentando dificuldades no cumprimento das
metas pré-estabelecidas.
Isto no caso das empresas que se dispuseram no ano anterior,
a estabelecer metas, caminhos e fazer algum tipo de planejamento
para este ano. O mercado está muito competitivo, os profissionais de
vendas desmotivados e o empresário desanimado, perguntando-se a cada
momento, “qual é o caminho?” Podemos ter certeza, de que os próximos
três anos, serão de extrema mudança e aqueles empresários, que não
acompanharem estas mudanças, estarão fatalmente fadados a estagnar
ou a sucumbir. A tecnologia gráfica muda a cada instante, com as
comunicações cada vez mais velozes. A filosofia de vida do cidadão,
também segue o rumo das mudanças e, não podemos ficar parados,
esperando para ver o que vai acontecer.

Não podemos mais, nos basear em estatísticas do
passado, sendo que precisamos estar atentos às tendências do
mercado, das tecnologias gráficas, principalmente na área digital e
da mídia eletrônica, da qual naturalmente fazemos parte. Um dos
grandes desafios deste momento é o de atrair e manter clientes e,
para isso, temos que fazer grandes mudanças na estrutura das nossas
empresas. A rede interna de comunicações e informação se torna tão
ou mais importante, do que as comunicações externas. Se não pudermos
atender o mercado, da forma como ele busca as soluções, por não
estarmos preparados internamente, tanto do ponto de vista
tecnológico, como de procedimentos para atender o cliente, de nada
valerá um superprofissional de vendas. O consumidor, nosso cliente,
já está tendo, através da informatização e dos novos conceitos de
pré-impressão a distância, um controle nunca antes visto, que deverá
provocar, questões de interatividade com a nossa empresa, para a
qual devemos estar plenamente preparados.
Para onde vai a “viagem” do futuro e, quais as
estratégias que devemos adotar? Globalização? Especialização em
determinados mercados? Qual é a influência da geração “Internet”, no
desenvolvimento do mercado e, com isso nas nossas atividades? Quais
as novas regras do jogo de nosso “mundinho” gráfico, no tocante a
fidelização de clientes, velocidades de produção, diferenciação de
produtos gráficos, interação com a mídia eletrônica? O ser humano
está no centro das nossas atenções. O que devemos fazer para
conquistá-lo como cliente, funcionário ou parceiro comercial?
Precisamos fazer um planejamento estratégico, visando abranger os
seguintes assuntos de vital importância para a sobrevivência de
nossas gráficas:
• Management por parte dos donos da empresa
Partindo do principal executivo da empresa, deverão ser adotadas as
Boas Práticas em todos os setores da gráfica, tanto comercial, como
administrativa, tecnológica e da produção.
• Administração reforçada dos recursos humanos
Nossos recursos humanos deverão ser treinados para exercer sem
erros o plano de trabalho exigido pelo PCP. Vejam por exemplo, a
eficácia recentemente atingida na Alemanha, em uma máquina Offset
Roland 700 Direct-Drive, com vários acessórios, inclusive, o sistema
Quick-Change onde, em 24 horas uma máquina rodou 1000 folhetos com
2.800 páginas representando 103 acertos, ou seja, a troca de 412
chapas offset. Um Record mundial.
• Marketing e Vendas com ênfase aos mercados a
atingir
Acabou-se a era do “imprimimos qualquer negócio”. Temos que
procurar os nichos de mercado adequados ao nosso equipamento, ou
inverter a situação, adequando nossos equipamentos às exigências do
mercado.
• Desenvolvimento tecnológico
Estar de olhos e ouvidos abertos, para as novidades tecnológicas que
surgem, analisando tecnologia, mão de obra, custos e retorno do
investimento. Sabemos que hoje o CTP, não é mais moda e que em
breve, não estaremos mais usando produtos químicos para revelar
chapa, só água. Vejam por exemplo o sistema Vektor TX52 da Presstek,
além de outras que vem por aí, como da Agfa, Fujifilm e Cityplate
(USA) entre outras.
• Administração de custos, pré e pós-cálculo
além das finanças.
Hoje em dia facilmente controlável através de sistemas de gestão
brasileiros como os da Calcgraf, Metrics, Ecalc e muitos outros.
• Alianças com Clientes, Fornecedores e
“Cooperados”.
• Busca de ajuda externa para “costurar” nossos
problemas.
Quando falamos em Management, referimo-nos à necessidade dos donos
de gráfica saírem um pouco de suas “tocas”, para visitarem empresas,
feiras, seminários, cursos e outros eventos, além de assinarem
revistas do setor, nacionais e internacionais que abrirão a mente
para que estes se tornem verdadeiros empreendedores. É claro que
sabemos, que mudanças são uma coisa difícil e que, abandonar tudo
aquilo que trouxe sucesso no passado e abraçar um novo mundo, vai
contra a mentalidade de uma grande parte de nossos empresários
gráficos.
No tocante às perspectivas e oportunidades, que
teremos nos próximos três anos, eles dependem exclusivamente da
vontade do empresário em mudar e ser criativo dois itens, que devem
permanecer como sendo o foco central. A capacidade de tornar os anos
2007 a 2010, Risco ou Oportunidade, será atribuída exclusivamente ao
dirigente gráfico. Caso o empresário não se sentir capaz para gerir
estas mudanças, deve procurar ajuda externa, pois seu empreendimento
está em jogo. Quero acreditar que ainda 2007, será um ano de muita
prosperidade, para o empresário que aproveitar corretamente as
oportunidades que a toda hora se lhe apresentam.
Thomaz Caspary é consultor
de empresas e diretor da Printconsult Ltda. (11) 3167-6939.
www.printconsult.com.br