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Como você administra a sua gráfica?

 

 

Thomaz Caspary*
2010-08-21

 

 

O verdadeiro administrador da gráfica é, na verdade, um gestor de pessoas, processos, objetivos e resultados, alguém que faz as coisas acontecerem. Ele administra a realidade do dia a dia, para programar as mudanças necessárias, antes que elas se tornem emergenciais. Ele não se vale de uma visão meramente de técnica de gestão, mas de uma visão estratégica. Há nas empresas gráficas uma grande escassez de líderes verdadeiros. Estamos nos referindo ao estilo de liderança que realmente interessa ao momento atual.

 

Empresários centrados em princípios, que inspirem confiança a partir da integridade e dos exemplos colocados em prática, esclareçam propósitos, liberem talentos e alinhem sistemas. Uma gráfica nunca quebra hoje. Quebra alguns anos antes. Não é da falência financeira que estamos falando e sim da falência motivacional. Estamos vivendo num mundo onde o futuro não é uma repetição do passado. Lamentavelmente, alguns administradores ainda continuam com a cabeça no século 20 enquanto que o corpo está no segundo decênio do século 21.

 

Qual o papel do administrador da gráfica na liderança da empresa? O exercício da liderança, e o papel do administrador, quase sempre são confundidos com conceitos como poder, carisma, posição hierárquica ou até mesmo autoridade. No entanto o papel do administrador abrange dimensões, atividades e responsabilidades que vão muito além do senso-comum. Uma das responsabilidades do líder é a criação de uma cultura em toda a gráfica através de seu caráter e, principalmente de seus exemplos de conduta, que servirão de modelo a serem seguidos por todas as demais pessoas da empresa.

 

Muitos gráficos se sentem com uma sobrecarga de trabalho e de tarefas. Têm que resolver tudo, más tudo mesmo. Isso me lembra uma fábula sobre um homem que caminhava vacilante pela estrada, levando uma pedra numa mão e um tijolo na outra. Nas costas carregava um saco de terra; em volta do peito trazia vinhas penduradas. Sobre a cabeça equilibrava uma abóbora pesada.

 

Pelo caminho encontrou um andarilho que lhe perguntou: - Cansado viajante, por que carrega essa pedra tão grande? - É estranho, respondeu o viajante, mas eu nunca tinha realmente notado que a carregava. Então, ele jogou a pedra fora e se sentiu muito melhor. Em seguida veio outro andarilho que lhe perguntou: - Diga-me, cansado viajante, por que carrega essa abóbora tão pesada?
- Estou contente que me tenha feito essa pergunta, disse o viajante, porque eu não tinha percebido o que estava fazendo comigo mesmo. Então ele jogou a abóbora fora e continuou seu caminho com passos muito mais leves.

 

Um por um, os interlocutores foram avisando-o a respeito de suas cargas desnecessárias. E ele foi abandonando uma a uma. Por fim, tornou-se um homem livre e caminhou como tal. Qual era na verdade o problema dele? A pedra e a abóbora? Não.

 

Era a falta de consciência da existência delas. Uma vez que as viu como cargas desnecessárias, livrou-se delas bem depressa e já não se sentia mais tão cansado. Esse é o problema de muitos administradores em suas gráficas. Eles estão carregando cargas sem perceber. Não é de se estranhar que estejam tão cansados e com isso não conseguem desempenhar as suas funções básicas, como por exemplo, a visão estratégica, o estilo de liderança que realmente interessa ao momento atual. O que são algumas dessas “cargas” que pesam na mente de um homem e que roubam as suas energias?

 

A. Pensamentos negativos quanto a possíveis malogros.

 

B. Culpar e acusar causas externas, como a situação econômica ou política do país ou mesmo a concorrência de outras gráficas.

 

C. Carregar uma falsa carga de culpa, por coisas que não poderiam ser evitadas.

 

D. Acreditar que não existe saída seja para a superioridade dos concorrentes, seja para os problemas financeiros enfrentados pela gráfica neste momento.

 

Todos nós temos um tipo de carga especial, que nos rouba energia. Quanto mais cedo começarmos a “jogá-la fora”, mais cedo nos sentiremos melhor e caminharemos mais levemente cumprindo a nossa função de administrador. A tarefa de administrar a nossa gráfica, não é a de mudar as pessoas, mas sim multiplicar a capacidade de desempenho de todos, utilizando-se dos pontos fortes e aspirações de cada um dos nossos funcionários. Sendo assim, podemos concluir que o papel da liderança na gestão, é um dos elementos se não, o elemento, que mais impacta nos resultados finais da empresa. A única forma através da qual a nossa gráfica pode estar realmente alinhada com a realidade e as necessidades do  mercado, é garantir que todas as idéias, inovações e estratégias da nossa equipe sejam colocadas em prática através de uma liderança efetiva e sem dúvida alguma, através do constante treinamento de novas tecnologias, sejam da área tecnológica ou mesmo de gestão da produção.

 

Fonte: Revista «Publish»

 


* Thomaz Caspary é Engenheiro de Mídia Impressa, consultor de empresas e diretor da Printconsult Ltda. (11) 3167-6939. www.printconsult.com.br

 

 

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