Como tirar o máximo partido do seu investimento no sistema de impressão digital

Muitos profissionais do nosso sector descrevem a impressão digital como uma tecnologia "madura". Seguindo esta ordem de ideias, não podemos negar que temos sido testemunhas do impressionante ritmo de crescimento de um processo que se iniciou há cerca de 20 anos.

Nas gráficas, departamentos de reprografia e centros de dados de todo o mundo, em que já estão a funcionar centenas de milhares de equipamentos de impressão digital, a aceitação desta tecnologia como solução de produção é já universal.

Do ponto de vista empresarial, isto significa que a impressão digital é, atualmente, uma oportunidade de gerar lucro para todos os tipos de empresas de impressão, independentemente do seu tamanho ou especialidade. Além disso, cada empresa pode aproveitar esta oportunidade de uma maneira muito própria, investindo numa capacidade de impressão digital que se adeque aos tipos de trabalho que realiza e à base de clientes que serve.

A SOLUÇÃO CERTA NO MOMENTO PERFEITO

Hoje em dia, a maioria dos empresários gráficos compreende os fundamentos básicos da impressão digital. Existem vários processos de impressão que se encaixam nesta definição, mas os dois mais importantes são a eletrofotografia (EP), baseada em toner, e o jato de tinta. O que estará, então, por detrás da calorosa recepção que o setor tem dado a estas tecnologias? É simples: a preferência do cliente. São cada vez mais os clientes finais que optam pela impressão digital, uma vez que esta lhes permite:

  • Imprimir em pequenas quantidades de uma forma rentável;

  • Abordar públicos específicos com conteúdos personalizados;

  • Criar várias versões dos seus materiais impressos;

  • Atualizar facilmente os seus materiais;

  • Eliminar a sobreprodução e a aquisição de direitos ao adotar a impressão a pedido;

  • Explorar novas oportunidades de mercado na edição independente, agregação de conteúdos e produtos especializados, que apresentam um potencial comercial de longo alcance.

Em todo o mundo, as empresas de impressão digital - bem como as muitas gráficas convencionais que instalaram equipamentos de impressão digital - prestam serviço aos clientes que estão focados no digital através de documentos transpomocionais, correio direto, materiais promocionais, etiquetas, artigos no ponto de venda (PDV), artigos fotográficos (livros, álbuns, calendários, entre outros), publicações especializadas, livros a pedido, jornais e outras publicações periódicas de curta tiragem e embalagem de curta tiragem.

Com um número cada vez mais reduzido de exceções, se houver algo que se pode imprimir em qualquer outro processo, também se poderá imprimir - e provavelmente deveria imprimir-se - num sistema de impressão digital eletrofotográfico ou a jato de tinta.

Estes novos patrões do sistema a pedido estão a transformar o panorama global do sector da impressão. Os processos de impressão convencional continuarão a ter ampla utilização em todo o mundo, mas a distribuição do trabalho está a mudar, uma vez que as vendas dos processos mais tradicionais estão a diminuir praticamente ao mesmo ritmo do aumento da venda de impressões digitais. Os mercados de equipamentos também refletem esta tendência e prevê-se que as vendas mundiais dos sistemas de impressão a jato de tinta e eletrofotográficos irão superar, em poucos anos, as máquinas convencionais folha a folha.

BEM VINDO AO "NOVO NORMAL"

Por toda a parte torna-se evidente que as curtas tiragens, as entregas a pedido, as compras web-to-print (W2P) e a impressão de dados variáveis são o "novo normal" no sector da impressão. Seja qual for a sua localização, as empresas de impressão que não disponham de capacidade digital terão cada vez mais dificuldades em fornecer os vários tipos de produtos e serviços que os seus clientes pretendem adquirir.

A boa notícia é que continua a existir um potencial saudável de lucros na impressão, para quem já aceitou que esta atividade mudou definitivamente. Outra boa notícia é que a variedade de plataformas e de capacidades da impressão digital é mais atrativa do que nunca para todo o tipo de empresas de impressão que estejam dispostas a entrar neste campo. Cada gráfica terá o seu próprio conjunto de motivos para escolher um sistema de impressão digital em detrimento de outro, mas todas as decisões de investimento se encontram, na verdade, sujeitas às seguintes considerações:

  • O mercado da impressão está a mudar a um ritmo alucinante e se um sistema impressão adquirido hoje for exatamente igual (em termos de capacidade) um ano depois, terá perdido uma grande parte da sua utilidade. Isto significa que a modularidade - a capacidade para atualizar e adaptar continuamente uma plataforma existente para potenciar o seu rendimento - está entre os primeiros atributos que devem constar em qualquer sistema de impressão digital.

  • Na maioria das aplicações, a distinção entre qualidade de impressão offset e impressão digital desapareceu e os compradores de materiais impressos esperam obter os mesmos resultados, de máxima qualidade, com ambos os processos. Os sistemas de impressão digital devem disponibilizar a mesma gama de cores ampliada e os efeitos especiais de valor acrescentado que os compradores estão dispostos a pagar.

  • Para maximizar a capacidade produtiva, o sistema de impressão digital deve oferecer um ciclo robusto de produtividade, um canal de atualização simples e diversos componentes e sistemas que possam ser mantidos ou substituídos pelos operadores.

VOCÊ PODE COMPRÁ-LO. MAS CONSEGUE IMPLEMENTÁ-LO?

Na verdade, para entrar no digital não basta simplesmente adquirir um sistema de impressão e ligá-lo à corrente. Se não se contruir um modelo de negócio viável - autosuficiente, rentável e capaz de crescer - o investimento não irá proporcionar os resultados pretendidos. Por isso não há nada que possa substituir uma resposta honesta às seguintes questões:

  • Se adquirir capacidade de impressão digital está em posição de a implementar? O seu departamento de marketing saberá como a posicionar perante os seus atuais e potenciais clientes? Os seus orçamentos estão preparados para a colocar os devidos preços? Os seus vendedores estão preparados para a comercializar? O seu departamento de faturação sabe como a faturar?

  • Está a também a contar com a infraestrutura digital - capacidade de armazenamento de dados, software de consola de controlo e fluxo de trabalho, a estrutura centra de MIS - da qual depende a produção de impressão digital?

  • Se está a adquirir um sistema de impressão digital para uma determinada aplicação - por exemplo para livros com curtas tiragens - será capaz de avançar, mais tarde, para projetos mais complexos, controlados por dados?

  • Até que ponto conhece a tecnologia de impressão do sistema que está a pensar adquirir? Encontra-se no início, no centro ou no fim da sua vida útil tecnológica em termos de "teto" (expansão)? Poderá crescer à medida que surgirem mais oportunidade na impressão digital?

  • E quanto à empresa que oferece o sistema de impressão, tem experiência na construção de equipamentos para ambientes de impressão industrial como aquele em que você opera? Essa empresa conhece os mercados a quem é destinado o sistema de impressão?

Apesar da marca transformadora que introduziu no mercado, a impressão digital não implica uma rutura total com o passado: é uma nova oportunidade para os impressores promoverem, entre os seus clientes, o valor dos serviços de reprodução gráfica. É também uma poderosa luz verde para o aumento de receitas. Os empresários gráficos de todo o mundo já viram a luz, e os mais adiantados estão a equipar-se adequadamente.

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